A atuação de um gestor de equipes vai muito além da delegação de tarefas e acompanhamento de resultados; ela exige competências comportamentais e organizacionais fundamentais para garantir alta performance da equipe. No entanto, certos maus hábitos podem comprometer de forma significativa a qualidade do trabalho do gestor, impactando negativamente tanto seu desempenho quanto o desenvolvimento do time. A seguir, abordamos os principais hábitos prejudiciais e como eles afetam a gestão.
Um dos hábitos mais prejudiciais à atuação do gestor é a microgestão. Trata-se da tendência de supervisionar minuciosamente cada detalhe das tarefas da equipe, principalmente itens de menor relevância para os resultados globais. Essa postura não apenas revela falta de confiança na capacidade dos colaboradores, mas também consome tempo e energia do gestor, desviando seu foco das atividades estratégicas. O excesso de controle afasta a autonomia dos profissionais, reduz o engajamento e impede o desenvolvimento de soluções inovadoras, além de gerar sobrecarga e estagnação da equipe.
Outro erro comum é a permanência excessiva do gestor em atividades operacionais. Gestores que têm dificuldade em delegar tarefas acabam imersos nos problemas cotidianos, deixando de atuar de maneira estratégica. Essa prática limita a capacidade de visualizar soluções sistêmicas e conduz o gestor a um ciclo de “apagar incêndios” constante. O desenvolvimento de habilidades de treinamento e delegação é fundamental para que o gestor eleve o nível de maturidade da equipe, incentive a autonomia dos membros e crie espaço para focar em questões de maior impacto para o negócio.
A ansiedade, quando não controlada, pode ser um vilão silencioso na rotina do gestor. Ao permitir que esse sentimento domine a tomada de decisão, tudo passa a parecer urgente e importante, tornando praticamente impossível estabelecer prioridades racionais. Essa confusão gera perda de foco, sobrecarga operacional e sensação constante de insatisfação. Saber identificar os gatilhos da ansiedade e aplicar técnicas de gestão emocional é fundamental para manter a produtividade e a qualidade das decisões.
Por mais que recusar pausas e jornadas exaustivas seja frequentemente tratado como sinal de comprometimento, a falta de descanso é um hábito altamente prejudicial no longo prazo. A privação de recuperação física e mental reduz drasticamente a produtividade, mina a capacidade de julgamento e criatividade, além de colocar o gestor em um ciclo de baixa energia e crescente esgotamento. O autogerenciamento do tempo deve incluir momentos para descanso, lazer e autocuidado, essenciais para a manutenção da alta performance.
A ausência de planejamento é outro fator crítico que compromete a eficácia do gestor de equipes. Não organizar os principais desafios, metas e tarefas em uma agenda ou cronograma pode levar ao descontrole das atividades, aumentando a probabilidade de falhas e de retrabalho. O planejamento estruturado permite criar um ordenamento lógico das tarefas, definir prioridades, distribuir recursos de maneira eficiente e antecipar possíveis obstáculos. Gestores bem-sucedidos desenvolvem o hábito de planejar continuamente, revisando metas e ajustando rotas sempre que necessário.
Com isso, concluímos que a excelência na gestão de equipes depende diretamente da identificação e do combate a maus hábitos no dia a dia do gestor. Superar a microgestão, focar em atuação estratégica, controlar a ansiedade, valorizar o descanso e investir em planejamento são passos fundamentais para potencializar resultados, aumentar a satisfação da equipe e garantir crescimento sustentável para todos os envolvidos.
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